O que faz um programador?

Vivemos na era digital, onde a tecnologia não apenas impulsiona os negócios, mas transforma profundamente a forma como vivemos, nos comunicamos e trabalhamos. Nesse cenário, as carreiras ligadas à Tecnologia da Informação (TI) estão entre as mais promissoras e dinâmicas do mercado.

Mas por onde começar? Qual é a base de tudo isso?

Nesta Parte 1, vamos focar na profissão de programador, que é o ponto de partida para quase todas as outras carreiras da área de TI. É por meio da programação que os sistemas ganham vida e que surgem funções mais especializadas.

Você vai entender o que faz um programador, como é o mercado de trabalho, quais linguagens são mais usadas, os tipos de projetos em que pode atuar e os caminhos possíveis de formação, desde cursos técnicos até graduações completas.

Na Parte 2, vamos explorar profissões que exigem conhecimento em programação, mas que possuem atuações mais específicas. Como Engenharia de Software, Análise de Sistemas, Arquitetura de Software e Administração de Redes.

Na Parte 3, abordaremos as áreas mais aquecidas da atualidade: Segurança da Informação e Inteligência Artificial. Setores em constante crescimento, que exigem atualização contínua e oferecem grandes oportunidades para quem busca estar na fronteira da inovação em TI.

Se você está começando sua jornada profissional ou quer migrar para uma área em constante crescimento, este guia vai te mostrar os principais caminhos dentro do universo da tecnologia.

o que faz um programador como ser programador
Foto de Pixabay

O que é a programação?

A programação é o ponto de partida e o alicerce de praticamente tudo na Tecnologia da Informação. Muito mais do que uma porta de entrada para quem deseja trabalhar com tecnologia, ela é a base sobre a qual se constroem sistemas, aplicativos, jogos, redes e soluções em inteligência artificial.

Por meio da programação que ideias se transformam em funcionalidades reais, é o código que dá vida às aplicações que usamos no dia a dia. O programador é o responsável por escrever rotinas e códigos, em uma linguagem de programação, que dá origem aos programas de computador. A linguagem de programação é a maneira pela qual o homem “conversa” com a máquina, tornando possível a execução de tarefas que vão desde um simples site até plataformas complexas de automação e segurança.

É comum que profissionais da área iniciem suas carreiras como programadores. Mesmo aqueles que mais tarde se especializam em áreas como análise de sistemas, arquitetura de software ou engenharia de dados, geralmente começam dominando linguagens de programação e resolvendo problemas práticos com código.

Linguagens de programação

Existem várias linguagens de programação, e, no geral, todas elas são capazes de alcançar os mesmos objetivos. No entanto, a qualidade prática de uma linguagem depende muito de como a comunidade a utiliza. Isso porque, a partir de cada linguagem, são criadas bibliotecas que moldam seu uso no dia a dia.

Por exemplo, o Python é uma linguagem de propósito geral, ou seja, você pode usá-la em diversas áreas. Mas, por ter uma comunidade muito ativa na criação de bibliotecas voltadas à ciência de dados e inteligência artificial, acabou se tornando uma das principais ferramentas nessas áreas.

Na faculdade, os alunos geralmente aprendem linguagens mais tradicionais, como C e Java. O foco é desenvolver a lógica e a base da programação, o que facilita o aprendizado de outras linguagens mais específicas no futuro.

Como é trabalhar com programação?

Trabalhar com programação exige profissionais com alto grau de conhecimento técnico e raciocínio lógico apurado. Pode desenvolver uma função dentro de um software, ou até mesmo criar um inteiro. A tarefa de criação, que consiste em além de criar códigos, visualizar as ações que ele produzirá. 

O trabalho normalmente acontece em equipe: programadores, engenheiros de software e analistas de sistemas colaboram diretamente, e os analistas orientam os programadores sobre como o software deve ser desenvolvido.

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Foto de Sigmund na Unsplash

​As principais categorias de programação mostram como cada área atua de forma específica e revelam como a programação se aplica a contextos variados. As principais categorias com base nas linguagens e seus contextos de aplicação são:

  • Programador de software e aplicações desktop: Desenvolver programas que vão funcionar dentro de um sistema operacional como o Windows, Linux ou MAC;
  • Programador Mobile: Desenvolve aplicativos para plataformas móveis como o Android e IOS;
  • Programador WEB: programa websites que funcionam na internet e garante que possam ser acessados de qualquer ambiente.
  • Desenvolvimento de jogos: Responsável pela criação de um jogo ou de parte de suas instruções lógicas, pode desenvolver jogos para computador, dispositivos móveis e videogames.  
  • Ciência de Dados, Análise e Inteligência Artificial: Manipulação, análise e visualização de grandes volumes de dados, Machine Learning e IA.
  • Programador executivo: esse profissional coordena a aplicação do código em um projeto e verifica se os códigos e comandos produzidos por outros programadores estão alinhados às especificações definidas. Ele faz isso independentemente da linguagem utilizada ou da metodologia escolhida pelos analistas e gerentes de projeto. Na prática, seu trabalho se assemelha ao de um executivo.

​Mercado de trabalho para programadores

O mercado para programadores é bem grande, pois além de empresas de software, diversas empresas que não são ligadas a informática possuem departamento de T.I e demandam esse tipo de profissional. 

Devido a complexidade das tarefas, é muito difícil encontrar bons profissionais, a dificuldade é tanta que algumas empresas de TI possuem iniciativas para ensinar linguagem de programação nas escolas, a fim de criar interesse nos jovens para que eles possam escolher a profissão de programador. 

Embora o mercado de tecnologia seja um dos maiores e mais dinâmicos do mundo, a vida do programador está longe de ser fácil. A área vem sendo fortemente impactada pela Inteligência Artificial, que automatiza tarefas que antes exigiam conhecimento técnico aprofundado. Além disso, há uma grande oferta de vagas para profissionais experientes, mas o cenário é bem diferente para quem está começando.

O mercado para programadores juniores está saturado. Muitas pessoas disputam as mesmas oportunidades, e por isso, é essencial se destacar. Ter uma base sólida, participar de projetos práticos, desenvolver um bom portfólio e dominar ao menos uma linguagem de forma aprofundada são diferenciais cada vez mais exigidos.

A dica para quem quer entrar na área é não esperar o fim do curso para começar. Há muito conteúdo de qualidade disponível gratuitamente na internet, e quanto mais cedo você começar a praticar e se expor ao mercado, maiores as chances de conquistar uma boa oportunidade.

Como virar programador?

Apesar de muitos profissionais entrarem na programação por caminhos alternativos, como o aprendizado autodidata, há diversas formações que levam naturalmente à carreira de programador. Graduações como Ciência da Computação, Engenharia de Software e Análise e Desenvolvimento de Sistemas são algumas das mais comuns, oferecendo uma base sólida em lógica, algoritmos e estrutura de dados.

Além dessas, existem os cursos tecnólogos, que são de menor duração e mais focados na prática, como Sistemas para Internet, Banco de Dados e Gestão da Tecnologia da Informação, todos com forte ligação com a programação e o desenvolvimento de sistemas.

Também há opções como os cursos técnicos em programação, voltados para quem busca uma entrada mais rápida no mercado.

Independentemente da formação escolhida, o programador precisa manter uma postura de constante atualização. A tecnologia evolui rápido, e dominar apenas o conteúdo da graduação não é suficiente. Ser autodidata, curioso e proativo é o que diferencia os profissionais que conseguem acompanhar as mudanças do mercado e crescer na área.

A programação é a base de qualquer profissional da área de tecnologia. No próximo texto, iremos explorar profissões que utilizam o conhecimento em código para atuações mais específicas, como Engenharia de Software, Análise de Sistemas e Arquitetura de Software.